Futilidades e obviedades na política do brasileiro

A impressão que eu tenho é que enquanto o mundo, mais precisamente e atualmente o Oriente Médio, discute sobre o enriquecimento de urânio, a existência ou não de armas químicas e biológicas e bombas nucleares por seus rivais, estamos aqui no Brasil discutindo Lula e Bolsonaro. Nesse caso, estamos aqui discutindo futilidades enquanto há uma chance real de Lula e Bolsonaro serem derretidos junto com o resto do mundo sob uma explosão nuclear.

Enquanto fascistas cumprem décadas de agendas genocidas, estamos aqui no Brasil discutindo se uma mulher trans pode ou não representar oficialmente um grupo do qual legitimamente ela própria faz parte. Estamos aqui no Brasil discutindo obviedades.

O que mais entristece é saber que a parcela da população brasileira que ainda discute minimamente sobre política e seus afins é pequena demais comparado ao todo. Existe um todo maior que sequer sabe o que acontece no mundo. E isso não só no Brasil.

Aconteceu, talvez, quando soltamos a mão de todo mundo e curvamos nosso pescoço para baixo para apenas fixar o olhar numa tela e focar nas mentiras mais absurdas criadas pela mesma inteligência artificial que “controla” grande parte desse armamento bélico, esgotando nossas energias ao tentar refutar cada segundo desses absurdos irrelevantes?

Enquanto isso, trilhões de dólares são gastos por gente que ainda não se levantou do tabuleiro do famoso jogo War que jogava quando criança, criando e alimentando uma fera que pode acabar de uma só vez com a humanidade. Quando o primeiro deles apertar o botão start não haverá nem mesmo inteligência artificial para manipular o videozinho depois.

Escrito por Aquino de Morais.